Gerações – Y e Z

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Geração Y, também chamada geração do milênio ou geração da internet,[1] termo “millenial” foi criado pelo historiador e economista norte-americano Neil Howe nos anos 1990. Fazia menção à geração nascida a partir do início dos anos 80.

Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica, e facilidade material, e efetivamente, em ambiente altamente urbanizado, imediatamente após a instauração do domínio da virtualidade como sistema de interação social e midiática, e em parte, no nível das relações de trabalho. Se a geração X foi concebida na transição para o novo mundo tecnológico, a geração Y foi a primeira verdadeiramente nascida neste meio, mesmo que incipiente.

É importante notar que não existe geração Y no campo, se a natureza da renda da família e da cidade estão relacionadas a um histórico de trabalhos braçais e tradicionais, rurais, ou tradicionais manufatureiras.

Há uma diferença significativa entre as modalidades de prosperidade econômica e níveis de interação material mundiais, quando comparadas as duas gerações (X e Y). Na primeira, a quantidade de elementos lúdicos, de brinquedos, artefatos e eletrodomésticos ou qualquer nível de produto na cadeia social é muito menor que na segunda, e em contrapartida, mais duradouro e predisposto à manutenção ao invés do descarte e atualização (update).

A dinâmica da manutenção e reciclagem econômicas foram dramaticamente alteradas na virada do milênio, encabeçadas por potências como o Japão e Tigres Asiáticos e EUA, onde o ciclo econômico de reciclagem e descarte passaram a fazer parte do circuito econômico de produção local, por necessidade ambiental ou retorno financeiro. Simultaneamente, a natureza da efemeridade dos programas computacionais e a lógica da indústria de softwares induziram também fortemente, o conceito de descarte e atualização. De forma complementar, o desenvolvimento da indústria automobilística entrou no patamar de configuração dos veículos, também por questões de reciclagem e descarte que alimentariam a cadeia produtiva desde a fonte, em termos de reduzir a espessura das latarias e materiais em função da absorção de impactos em colisões. Este elemento, de origem investigativa com base em pesquisas de colisão com modelos e bonecos, por si só inseriu em parte a necessidade de redução da resistência mecânica e portanto, durabilidade material das latarias, fato perceptível no senso comum da população.

Estas diferenças econômicas produziram, com efeito, uma geração familiarizada com a baixa durabilidade e efemeridade dos produtos. Neste novo ambiente volátil, onde podemos assistir a queda de diversas profissões e a relativização de outras, a lógica do trabalho até então conhecida das profissões e carreiras adquiriu novo significado e grau de comprometimento.

A geração Y foi desta forma, superexposta a novo nível de informação, afastada dos trabalhos braçais e sobrecarregada de “prêmios” e facilidades materiais em troca de pouco ou nenhum esforço. Em parte este processo ocorreu devido a uma aparente compensação a partir dos pais, originários da geração X, possivelmente tentando compensar a lacuna material pelo qual podem ter passado, se comparadas as prosperidades econômicas da geração X com a da Y. Ao mesmo tempo, possivelmente tentando viver um nível de materialismo econômico através de seus filhos e netos.

Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas[2]. Acostumados a conseguirem o que querem sem esforço ou prazos consideráveis, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e desejam salários ambiciosos desde cedo, em geral com a suposição de que conhecimento e currículo técnico tornam desnecessários outros atributos profissionais. É comum que os jovens dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de oportunidades que ofereçam mais desafios e crescimento profissional, ou em função de uma evasão de dificuldades típicas de muitas carreiras. A discrepância na percepção do significado sobre o trabalho e carreira é evidente em diversos foruns na internet, onde se pode observar o confronto de gerações e o discurso divergente, em geral, criticando a postura da geração Y como “sem interesse” e diversos outros adjetivos.[3]

Uma características básica que define esta geração é a utilização de aparelhos de tecnologia, como telefones celulares de última geração, os chamados smartphones (telefones inteligentes), para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores[4].

A geração Y, também conhecida por geração do milênio, representava, em 2012, cerca de 20% da população global[5]. Cresceram num mundo digital e estão, desde sempre, familiarizados com dispositivos móveis e comunicação em tempo real, como tal são um tipo de consumidores exigentes, informados e com peso na tomada de decisões de compra. São a primeira geração verdadeiramente globalizada, cresceram com a tecnologia e usam-na desde a primeira infância. A internet é, para eles, uma necessidade essencial e, com base no seu acesso facilitado, desenvolveram uma grande capacidade em estabelecer e manter relações pessoais próximas, ainda que à distância[6]. A tecnologia e os dispositivos móveis (tablets e smarphones) em particular, criaram condições para a geração Y ligarem-se e comunicarem entre si como nenhuma outra geração o tinha feito anteriormente, permitindo partilhar experiências, trocar impressões, comparar, aconselhar e criar e divulgar conteúdos, que são o fundamento das redes sociais. Em 2016, dados mostram que esses jovens Millennials já estavam investindo mais tempo assistindo vídeos em smartphones do que assistindo TV ao vivo[7].

A geração do milênio têm a expectativa de ter informação e entretenimento disponíveis em qualquer lugar e em qualquer altura. Alch (2000)[8] afirma mesmo que eles têm que sentir que controlam o ambiente em que estão inseridos, têm que obter informação de forma fácil e rápida e têm que estar aptos a ter vidas menos estruturadas.

Enquanto grupo crescente, têm se tornado o público-alvo das ofertas de novos serviços e na difusão de novas tecnologias, muitas vezes em função da reciclagem e revenda de produtos praticamente idênticos, através do imaginário da necessidade absoluta de atualização de software e/ou hardware, como ícone de condição de inserção social e econômica.

As empresas desses segmentos visam a atender essa nova geração de consumidores, que constitui um público exigente e ávido por inovações[9]. Aparentemente e as vezes preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego.

Mas se engana quem pensa que na Geração Y tudo são só flores. Nascidos numa época de pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais, a chamada Geração Y cresceu em meio a um crescente individualismo e extremada competição. Não são jovens que, em geral, têm a mesma consciência política das gerações da época contracultural. E também, como as informações aparecem numa progressão geométrica e circulam a uma velocidade e tempo jamais vistos, o conhecimento tende a ser encarado com superficialidade.[carece de fontes]

A geração Y desenvolveu-se num contexto macroeconômico pós guerra fria, onde as dicotomias extremas foram dissolvidas (com simbologia principal a queda do muro de Berlim) e os partidos multiplicaram-se e assimilaram características dos outros, tornando a percepção desta geração, com relação a que posicionamento tomar, mais complexa e sem base que a da geração X. A dinâmica sócio politica e econômica e a efemeridade dos elementos sociais em geral produziu um solo ideológico instável e flexível, de forma que o partidarismo, acompanhado pelo estímulo do liberalismo ao consumo e a exclusão das ideologias em função do consumo, tornaram-se pouco nítidos a esta geração.

O sociólogo americano Kathleen Shaputis descreveu os Millennials como “geração boomerang” ou “geração Peter Pan”, porque foi percebido neles uma tendência a demorar alguns ritos de passagem para a idade adulta por períodos mais longos do que as gerações anteriores. Essa referencia é feita também para os membros desta geração tendem a viver com seus pais por períodos mais longos do que gerações anteriores.[10]

Além disso, Dr. Larry Nelson disse que alguns Millennials atrasam a transição entre a infância e a idade adulta, em resposta a certos erros que seus pais fizeram. “Em gerações anteriores, você casava e estava começando uma carreira imediatamente. O que os jovens de hoje observaram é que esta abordagem levou a casais divorciados e a pessoas que se sentem insatisfeitos com sua carreira.”[11]

Millennials trouxeram um ressurgimento do politicamente correto[12]. Em 2015, um estudo da Pew Research encontrou que 40% dos Millennials nos Estados Unidos apoiavam restrições do governo de discurso público ofensivo a grupos minoritários. Suporte para restringir o discurso ofensivo foi significativamente menor entre as gerações mais velhas: com 27% entre os membros da Geração X, 24% dos Baby Boomers, e apenas 12% dos integrantes da Geração Silenciosa apoiando tais restrições. Pew Research observou tendências relacionadas no Reino Unido, mas não na Alemanha e em Espanha, onde os Millennials estavam menos favoráveis a restrinção de discurso ofensivo do que os grupos mais velhos.[13]. Millennials trouxeram mudanças para o ensino superior nos EUA e no Reino Unido através de chamar a atenção para microagressões e fazendo lobby para implementação de espaço seguro e trigger Warning (avisos de gatilho) no ambiente universitário. Os críticos de tais mudanças têm levantado preocupações relativas ao seu impacto sobre liberdade de expressão, afirmando essas mudanças podem promover censura, enquanto que os proponentes têm estas alterações descritas como promover a inclusão.[12][14][15]

 

Geração Z (comumente abreviado para Gen Z, também conhecida como iGenerationPlurais ou Centennials) é a definição sociológica para definir geração de pessoas nascidas da metade da década de 90 até o ano de 2010.

A teoria mais aceita por estudiosos é que essa geração surgiu como concepção para suceder a Geração Y, no final de 1982 (começo do Echo Boom),[1][2] Portanto é a geração que corresponde à idealização e nascimento da World Wide Web, criada em 1990 por Tim Berners-Lee (nascidos a partir de 1995) e no “boom” da criação de aparelhos tecnológicos (nascidos entre o fim de 1992 a 2010). A grande nuance dessa geração é zapear, tendo várias opções, entre canais de televisãointernetvídeo gametelefone e MP3 players.[1]

As pessoas da Geração Z são conhecidas por serem nativas digitais, estando muito familiarizadas com a World Wide Webcompartilhamento de arquivostelefones móveis, não apenas acessando a internet de suas casas, e sim também pelo celular, ou seja, extremamente conectadas à rede.[2]

Alguns especialistas sugerem que por estarem passando pela Grande Recessão, a primeira grande crise econômica desde a Grande Depressão – porém não maior[3] – e que atinge sobretudo os jovens, as gerações Y e Z passaram a ser dominadas por um sentimento de insatisfação e insegurança quanto a realidade e o futuro da economia e da política. Esta geração é confrontada com uma diferença de renda cada vez maior em todo o mundo[4] e uma classe média encolhendo, o que têm levado ao aumento dos níveis de estresse nas famílias.[5]

O habitat natural da Geração Z, assim como o da Geração Y, é o do desemprego e da precariedade.[6]. A Geração Z presenciou o surgimento de indivíduos, grupos e movimentos políticos e sociais anti-establishment, resultado do aprofundamento da polarização ideológica na sociedade,[7][8][9][10] através da chamada Ciberpolítica e que atrai uma parcela – ainda que minoria – dessa geração, parcela essa constitutiva a uma “geração bloqueada”,[11] segundo o sociólogo João Teixeira Lopes.[7] A revista Business Insider descreve a Geração Z como mais conservadora, mais orientada para o capital, mais empreendedora e pragmática sobre o dinheiro em comparação com a Geração Y.[12]

Por outro lado, esta geração é tida como a geração mais multirracial que já existiu,[13] a mais aberta a legalização do casamento gay,[14] a mais favorável à igualdade de gênero e a menos apegada aos papeis de gênero[15] e binário de gênero (ver Genderqueer).[15]

Desde o século passado, a forma de classificar gerações de épocas específicas e nomeá-las, tem sido um hábito cada vez mais comum. Diferentemente de separar por idade, sexo ou renda, a classificação por gerações se apresenta mais correta para definir alguém, mesmo com o passar dos anos, pois ela permanece com suas denominações, independente de mudanças pessoais, de faixa etárias ou econômicas. Porém, tais classificações não são bem aceitas em todas as áreas do conhecimento, embora amplamente utilizadas.

Os Baby boomers, nascidos nos anos 40 e 50 até o início dos anos 60, são os netos e filhos da Geração Grandiosa e Geração Silenciosa, e bisnetos e netos da Geração Perdida. Já a Geração X são as pessoas nascidas nas décadas de 1960 e 1970. A Geração Y, são pessoas nascida entre 1977/78 e nos anos 80 até a metade dos anos 90, enquanto a Geração Z são os indivíduos nascidos por volta de meados dos anos 1990 e Década de 2000 em diante.

Algumas denominações têm usado as letras do alfabeto. Assim a Geração X se refere aos filhos dos últimos membros da geração silenciosa e dos primeiros Baby boomers e a Geração Y se refere aos filhos dos últimos membros do Baby boomer e do início da Geração X dos anos 60. No entanto, uma nova denominação está sendo utilizada para uma geração de indivíduos preocupados, cada vez mais, com a conectabilidade com os demais indivíduos de forma permanente, a Geração Z.

 

Crianças índigo é o termo utilizado para descrever crianças que a pseudociência chamada parapsicologia acredita serem especiais. Os defensores desta crença afirmam que os “Índigos” constituem uma nova geração de crianças com habilidades especiais, e que têm por objetivo a implantação de uma “Nova Era” na Humanidade. Estas crianças são geralmente classificadas como possuidoras de habilidades sociais mais refinadas, maior sensibilidade, desenvolvimento profundo de questões éticomorais e portariam personalidades peculiares que possibilitariam facilmente sua identificação relativamente a outras crianças.

 

VEJAM

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Cacrolândia

Famílias buscam na Cracolândia parentes que se perderam nas drogas

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/06/na-cracolandia-familias-buscam-por-parentes-que-se-perderam-nas-drogas.html

Quatrocentas e vinte e sete pessoas concordaram com internações voluntárias para o tratamento contra o vício de crack, em São Paulo, desde 21 de maio. Eram moradores da Cracolândia, onde muitos ainda permanecem. Alguns são procurados pelas famílias.

É o caso da empregada doméstica Eronilda Correia da Silva, que foi pega pela chuva desprevenida. Mas ela protege a única esperança de encontrar o irmão na Cracolândia e carrega a última foto de Narciso.

“A gente está atrás dele desesperado, minha mãe, minha família toda, os amigos, o filho dele, só não têm coragem de vir atrás, só eu encarei. E muitas pessoas me falaram que viram ele aqui na região”, diz ela.

Dependentes vagam pelo centro
Depois de duas ações da polícia e da prefeitura, os dependentes se concentram numa praça no Centro de São Paulo ou vagam pelas ruas da região.

A prefeitura montou uma estrutura de contêineres para atender os dependentes de crack, onde eles podem passar a noite, fazer refeições, mas também podem sair a hora que quiserem e voltar a consumir crack. A intenção é que nessas idas e vindas, o pessoal da prefeitura consiga convencê-los a aceitar o tratamento.

Voluntários de uma igreja oferecem um corte de cabelo, um prato de comida. E um pouco mais. Uma frase que há muito eles não ouvem. “Eu entendo que eles devem ser tratados com amor, com respeito, com paciência, muitas vezes um abraço fala mais do que palavras. Então procuro sempre estar abraçando eles para eles verem que são amados. Não por mim, mas principalmente por Deus”, diz o missionário Thiago Ideal Nogueira.

Dependentes nem sempre aceitam ajuda
O número dos que aceitam o tratamento vem crescendo, apesar da dificuldade de vencer o crack. De acordo com a Prefeitura, desde o dia 21 de maio já foram feitas 25.235 abordagens na região da Luz. Deste total, houve 10.786 encaminhamentos para acolhimento nos equipamentos da rede assistencial, 7.719 atendimentos na Unidade Emergencial de Atendimento, e 6.730 recusas de atendimento. Apenas no último domingo (18), foram feitas 1.293 abordagens na Luz, com 472 acolhimentos e 62 recusas.

Nem sempre é fácil convencer essas pessoas. “Porque a dependência química do crack é mais forte. Ela aparece em menos tempo, ela aparece de uma forma muito rápida, muito intensa, a síndrome de abstinência é muito intensa, é muito forte e além disso, não consegue que outras áreas que ela possa se beneficiar além do uso da droga”, diz Arthur Guerra, coordenador do projeto da prefeitura.

Quando surge alguém como Eduardo, surge uma esperança. Depois de três anos na Cracolândia, ele procurou ajuda e aceitou ir para uma clínica. “Muito obrigado, viu? Tudo de bom pra vocês aí e se Deus quiser, vou me reintregar e voltar de novo à sociedade. E reencontrar a família, se Deus quiser”.

 

Éd  Alemão

É muito impressionante esta multidão de viciados. Tem muito a ver com o desemprego. Mas é importante observarmos que estrangeiros chegam no Brasil, mesmo sem recursos, conseguem ter um mínimo de qualidade de vida. Eu penso que por mais adversa que esteja a situação o que prevalece de fato é o caráter educacional. Mas não só da escola, também da família, da igreja que deveria ter tido um grande papel de escola e não simplesmente de ministério de Deus. Eu vejo esta multidão, para mim parece um monte de zumbis. De fato vivos mortos, mas que ainda não morreram. Não tem esperança, não tem saúde, não tem mentalidade. Um monte de cabeças ocas que se entregaram ao ócio e a vagabundagem sem precedentes por talvez pensarem que é o fim do mundo e que não querem se aborrecerem com nada. Sem disposição e ânimo. Uma multidão que engoliram a pílula da morte, na qual se resume numa criação educacional que veio do período militar de muita repressão, tanto em casa na família, como na escola e até no trabalho. Uma época que a submissão e a fraqueza era ponto primordial para se ter convivência social impregnada no respeito imposto pelos elementos do poder (pais, polícia, igreja, governo).

Vejo esta multidão atônito e penso, como poderiam ser fortes? Cada um com uma enxada, serrote ou martelo na mão. Que força de trabalho não seria? Homens que poderiam ser soldados, médicos, advogados. Mulheres enfermeiras, professoras, psicólogas. Pessoas que poderiam ser líderes ao qual o país é tão carente por terem fabricado/criado uma população alienada e submissa. Vejo mães chorando por seus filhos drogados e perdidos. Será que estas mesmas mães não perderam tanto tempo em igrejas ao invés de ficarem ao lado destes mesmos filhos dando amor e carinho, ensinando e preparando para a vida, ao invés de um milagre divino? Fica aí esta pergunta. Mães que choram e não conseguem entender que também foram culpadas.

Na minha opinião, a maior graça de Deus é a gente ver o sorriso dos nossos filhos em casa, ter um verdadeiro lar com um ambiente aconchegador. Mas pra muitos a questão de dar dinheiro pra igreja e ficar no pé do santo rogando súplicas ou agradecendo algum bem material conquistado é a verdadeira benção.

E o Brasil está prestes a passar por uma provação muito grande. Está chegando da Europa treze navios com 1 milhão e 800 mil muçulmanos para viverem aqui. Os espíritos religiosos mais fanáticos precisam se controlarem. Porque estas pessoas merecem respeito. Estão sofrendo muito. São refugiados. Porém eles tem a sua religião e cultura. É um outro Deus, uma outra Bíblia, e regime de casamento (poligamia). E não adianta dizer que eles estão errados. Vão arrumar brigas.

 

VEJAM

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Religião

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Prenderam o Lula

Prenderam o Lula

Trilhos da Corrupção – A Tribuna de Santos

Obs: matéria de março de 2016

Na semana passada a Polícia Federal deflagrou a Operação O Recebedor, que investiga um esquema de corrupção com empreiteiras na construção de ferrovias, a emblemática Norte-Sul e Integração Leste Oeste. O que chama a atenção nesse caso é que as investigações sobre os descaminhos no setor ferroviário são feitas com base na farta documentação obtida pela Operação Lava Jato, cujo alvo inicial são os desvios na Petrobras. Dessa forma, tornou-se real a expectativa de quem acompanha a Lava Jato de que ela desvendaria uma extensa teia de promiscuidade entre funcionários públicos, setor privado e políticos. E de que isso não se restringe ao setor petrolífero, mas que tem elos com a execução de obras de outras áreas, como a ferroviária e de energia elétrica.

O próprio nome O Recebedor é uma referência direta ao envolvimento de apadrinhados políticos que ocupam cargos do funcionalismo e que se tornam suspeitos de participação em esquemas de corrupção. Ex-presidente da estatal das ferrovias, a Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, foi investigado pela Operação Trem Pagador, quando foi preso. Ele foi apontado pelo Ministério Público pelo superfaturamento da Norte-Sul e suspeito de amealhar um patrimônio de R$ 60 milhões. Sua defesa na ocasião alegou que “se o trem era pagador, o alvo não era o recebedor”. Desta vez, delação da Construtora Camargo Corrêa na Lava Jato forneceu novos dados, mostrando que empreiteiras usaram contratos simulados para fazer pagamentos a escritório de advocacia e empresas de Goiás indicadas por Juquinha. As investigações continuam.

Esta não é a primeira vez que a Lava Jato alimenta outras investigações além da Petrobrás. Em dezembro, a Operação Crátons começou a desvendar a extração ilegal de diamantes em terras indígenas de Rondônia.

O desmanche da teia da corrupção na esfera das estatais e dos órgãos públicos é crucial para combater esse mal tão enraizado que se espalha por todo o País. É claro que esse problema não vai acabar, mas é preciso combater a sensação de impunidade. A Itália passou por situação parecida, quando a Operação Mãos Limpas implodiu partidos, mas seu efeito se perdeu porque os políticos reagiram e modificaram a legislação.

Portanto, agora, a independência da Polícia Federal e do Ministério Público precisa ser continuamente reforçada, assim como a punição aos empresários e grandes executivos não pode ser arrefecida. Mas também é necessário aumentar o cerco aos políticos envolvidos e, urgentemente, modificar esse sistema de coalizão de apoio de partidos arregimentados pelo loteamento de cargos. Juquinha, por exemplo, foi indicado pelo PR em 2003, com aval do então senador José Sarney (PMDB). O noticiário diário tomado pela corrupção é desanimador, mas fica a esperança de que o País vai melhorar daqui para frente.

Éd Alemão

A Tribuna está sendo muito esclarecedora e faz alerta. É muito revoltante o que está acontecendo com o país. Eles finalmente conseguiram quebrar o país. Temos um monte de projetos que não saíram do papel por falta de dinheiro, obras inacabadas, enchentes que poderiam ser evitadas se tivessem feito as obras de retenção e drenagem, desemprego devastador, fuga de investidores estrangeiros, a formação de uma guerra civil com o crime organizado, a escola inoperante, a juventude perdida, somos um país de ninguém, salve-se quem puder. A impressão que eu tenho é que quando despacharam o Collor porque ele quis dividir o bolo só com o grupinho dele, ficando dinossauros da nossa política fora do rateio, o Lula paz e amor abriu os cofres pra todo mundo. Transformaram o Congresso Nacional num balcão de negócios. Ele devia pensar que desta forma iria se perpetuar na política comprando todo mundo, e quase foi. E o pior de tudo que a grana está indo embora do país para os paraísos fiscais. Se roubassem e a grana ficasse aqui, pelo menos, era menos grave. Estamos fudidos de todas as maneiras. Depois que falaram que Nossa Senhora engravidou do Espírito Santo e escolheram Barrabás o bandido, pronto, o mundo se acabou. O povo cada vez ficando mais idiota.

 

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Maior multa do Mundo – ODEBRECHT e BRASKEM

Mário Cesar e Bela Megale – Diário do Litoral

Odebrecht e Braskem assinam leniência com valor recorde. BRASIL, EUA e SUÍÇA – acordo foi fechado com os três países e prevê pagamento da maior multa do Mundo.

Autoridades dos Estados Unidos e da Suíça assinaram, ontem, acordos com a Odebrecht e Braskem. As duas companhias brasileiras vão pagar o equivalente a cerca de R$ 700 milhões para cada país para se livrar de ações judiciais que estavam em cursos ou seriam abertas e multas que seriam aplicadas pelos crimes que elas cometeram no exterior.

O acordo da Odebrecht foi fechado simultaneamente com três países (Brasil, EUA e Suíça) e prevê o pagamento da maior multa do mundo em tratos desse gênero, de R$ 6,9 bilhões. O Brasil vai ficar com R$ 5,3 bilhões, de acordo com comunicado da força-tarefa da Lava Jato, enquanto americanos e suíços vão dividir em partes iguais os 20% restantes.

Comunicado divulgado pelo Ministério Público da Confederação Suíça afirma que a Odebrecht e Braskem pagaram, respectivamente, multas de 117 e 94,5 milhões de francos suíços, o equivalente a R$ 690 milhões.

Os R$ 690 milhões incluem a perda de fundos que as empresas mantinham na Suíça, compensações, custos judiciais e uma multa.  A multa imposta foi de 4,5 milhões de francos suíços (pouco menos de R$ 15 milhões). Uma soma modesta em comparação com multas impostas no exterior, de acordo com o comunicado.

No acordo feito com a Suíça, a Odebrecht reconhece que deixou de tomar medidas para evitar crimes naquele país, que pagou propina para agentes públicos brasileiros usando bancos suíços e lavou dinheiro lá. As contas eram abertas pela Odebrecht em nome de empresas que não existiam de fato, só serviam para o repasse de suborno.

A Braskem é acusada de ter cometido os mesmos crimes em território suíço.

Relatório da Polícia Federal feito no âmbito da Operação Lava Jato aponta que a Odebrecht movimentou US$ 211,6 milhões em contas secretas para pagar propina a políticos, funcionários públicos e dois marqueteiros políticos (João Santana e Duda Mendonça).

Nos Estados Unidos, a Braskem, que negocia ações na Bolsa de Nova York, é acusada de ter fraudado o preço de suas ações e violado normas do mercado de capitais. Segundo delatores como o ex-diretor da Petrobras, a Braskem pagou propina para comprar uma matéria prima da Petrobras, a nafta, por preço mais baixo do que o de mercado.

Já a Odebrecht é acusada de ter violado uma lei americana que proíbe empresas de pagar suborno no exterior.

 

VEJAM

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Prenderam Renan

Uma cela em Curitiba para Renan

Paulo Schiff – jornalista

A delação da Odebrecht, assinada ontem, colocou a política brasileira em nível de tensão máxima nesta semana. Os acontecimentos se atropelaram. Os atores se descabelaram em cena.

O juiz Sergio Moro tomou um avião em Curitiba e desembarcou em Brasília ontem para discutir essas movimentações.

Tocou cirurgicamente no ponto nevrálgico: disse que parte dos políticos querem utilizar o projeto de lei sobre abuso de autoridade para criminalizar a Operação Lava Jato.

Ele estava sendo acusado de abuso de autoridade pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) em dois pontos. Um, o vazamento da conversa grampeada irregularmente entre Dilma e Lula. Outra a condenação de um executivo da OAS que já teve essa pena cancelada no Tribunal Regional Federal do Paraná.

Duas quantificações aí são importantes.

Uma, a “parte” citada por Moro. Parte significativa. Quase a totalidade dos que têm mandatos, pela extensão do ataque de nervos da classe política nas últimas semanas.

Outra, a dimensão dessas falhas apontadas em Moro: mínima, insignificante diante dos benefícios gigantescos trazidos para o país e para a auto-estima da população pela Lava Jato.

As movimentações de ontem significaram uma virada do jogo contra uma das figuras mais representativas, obscuras e nefastas da política nacional brasileira nos últimos 30 anos: Renan Calheiros.

O presidente do Senado tentou aprovar regime de urgência para votação do pacote que inclui o projeto de abuso de autoridade de juízes e promotores. Era quase visível a baba de ódio contra Sergio Moro escorrendo da boca de Renan Calheiros. A tentativa fracassou.

À tarde, Renan se tornou réu no Supremo Tribunal Federal. Ele está sendo investigado em 12 processos. Mas tem infinitos tentáculos que desenvolveu em Brasília. E com essas ligações tortuosas e subterrâneas conseguiu até agora ditar um ritmo de tartaruga paralítica neles.

Ontem parece ter chegado ao final o poder das poções e mandingas de Renan.

Derrotado em casa na urgência, derrotado no Supremo, a rota de Renan muda radicalmente. Começa a apontar na direção de uma cela em Curitiba.

 

Éd Alemão

Enquanto isso muitos hospitais fechando, doze milhões de desempregados, muitas empresas falindo; a educação, saúde, transporte, habitação – nota zero. O país destruído.

Vejam esta reportagem:

Crise faz hospital cancelar cirurgias e demitir médicos

“Com situação financeira crítica, o Hospital São Vicente de Jundiaí, no interior de São Paulo anunciou nesta quinta-feira o cancelamento de cirurgias eletivas e a demissão de 25 médicos do pronto-atendimento. Segundo a administração da unidade de saúde, a prefeitura da cidade deve aproximadamente R$ 40 milhões em aditivos e acumula R$ 70 milhões em dívidas.

Além do município de Jundiaí, a unidade filantrópica atende outros seis municípios: Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Louveira, Cabreúva e Itupeva e é referência para o Sistema Único de Saúde (SUS). São realizados na unidade mais de 25 mil atendimentos por mês, 1.288 internações mensais, 630 cirurgias e 55 mil exames médicos mensais. Entre os serviços prejudicados estão o atraso no pagamento dos serviços de lavanderia, laboratório, e outros.”

É revoltante o que estes caras fizeram com o país.

Nós, povo, também somos culpados. O povo brasileiro sempre foi muito religioso, deixando muitas vezes de estudar e pesquisar para se dedicar a igreja. E a igreja, em todos esses anos, nunca se preocupou em dar ensinamentos de cidadania e politização, sendo que são duas bases principais para o ensinamento espiritual. E, devido a isso, o ensinamento da igreja fracassou porque se preocuparam mais com o cerimonial, a adoração e a arrecadação do dízimo. Transformaram o povo em alienados, pessoas inertes que estão esperando um milagre até hoje.

A Lava Jato tem que chegar também na igreja. Tem muitos padres, pastores e, até pais que foram e continuam omissos e coniventes com a corrupção. A igreja recebe benefícios fiscais do governo. Por terem falhados em seus serviços deveriam devolver o dinheiro.

O que vemos muito nas igrejas é lavagem cerebral. Que Deus vai castigar, que é preciso dar dinheiro pra ter a benção e o perdão.

A igreja precisa se reformular. Não tem como dar ensinamentos para vários tipos de pessoas ao mesmo tempo. É necessário dividir em dois grupos. Colocar numa sala os analfabetos, e na outra os instruídos. Cada padre ou pastor, macumbeiro, mentor, guru, precisam saber pra que tipos de pessoas estão ensinando, porque muitas não têm condições psicológicas. Elas distorcem os ensinamentos e ficam mais malucas e ignorantes.

Ficam falando que Deus vai acabar o mundo. Que Deus está castigando o povo. Quem está castigando o povo é a nossa burrice. E depois não adianta chorar reclamando – “não tem emprego pro meu filho”, “o meu filho foi preso”, “olha como está o hospital”, “mataram o meu filho”. Vejam só, tem cabimento o que acontece nesse país? Enquanto muitos hospitais estão fechando, as igrejas cada vez mais estão ficando ricas.

VEJAM

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CUBATÃO, a verdade sobre o vandalismo

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