Prenderam Renan

Uma cela em Curitiba para Renan

Paulo Schiff – jornalista

A delação da Odebrecht, assinada ontem, colocou a política brasileira em nível de tensão máxima nesta semana. Os acontecimentos se atropelaram. Os atores se descabelaram em cena.

O juiz Sergio Moro tomou um avião em Curitiba e desembarcou em Brasília ontem para discutir essas movimentações.

Tocou cirurgicamente no ponto nevrálgico: disse que parte dos políticos querem utilizar o projeto de lei sobre abuso de autoridade para criminalizar a Operação Lava Jato.

Ele estava sendo acusado de abuso de autoridade pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) em dois pontos. Um, o vazamento da conversa grampeada irregularmente entre Dilma e Lula. Outra a condenação de um executivo da OAS que já teve essa pena cancelada no Tribunal Regional Federal do Paraná.

Duas quantificações aí são importantes.

Uma, a “parte” citada por Moro. Parte significativa. Quase a totalidade dos que têm mandatos, pela extensão do ataque de nervos da classe política nas últimas semanas.

Outra, a dimensão dessas falhas apontadas em Moro: mínima, insignificante diante dos benefícios gigantescos trazidos para o país e para a auto-estima da população pela Lava Jato.

As movimentações de ontem significaram uma virada do jogo contra uma das figuras mais representativas, obscuras e nefastas da política nacional brasileira nos últimos 30 anos: Renan Calheiros.

O presidente do Senado tentou aprovar regime de urgência para votação do pacote que inclui o projeto de abuso de autoridade de juízes e promotores. Era quase visível a baba de ódio contra Sergio Moro escorrendo da boca de Renan Calheiros. A tentativa fracassou.

À tarde, Renan se tornou réu no Supremo Tribunal Federal. Ele está sendo investigado em 12 processos. Mas tem infinitos tentáculos que desenvolveu em Brasília. E com essas ligações tortuosas e subterrâneas conseguiu até agora ditar um ritmo de tartaruga paralítica neles.

Ontem parece ter chegado ao final o poder das poções e mandingas de Renan.

Derrotado em casa na urgência, derrotado no Supremo, a rota de Renan muda radicalmente. Começa a apontar na direção de uma cela em Curitiba.

 

Éd Alemão

Enquanto isso muitos hospitais fechando, doze milhões de desempregados, muitas empresas falindo; a educação, saúde, transporte, habitação – nota zero. O país destruído.

Vejam esta reportagem:

Crise faz hospital cancelar cirurgias e demitir médicos

“Com situação financeira crítica, o Hospital São Vicente de Jundiaí, no interior de São Paulo anunciou nesta quinta-feira o cancelamento de cirurgias eletivas e a demissão de 25 médicos do pronto-atendimento. Segundo a administração da unidade de saúde, a prefeitura da cidade deve aproximadamente R$ 40 milhões em aditivos e acumula R$ 70 milhões em dívidas.

Além do município de Jundiaí, a unidade filantrópica atende outros seis municípios: Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Louveira, Cabreúva e Itupeva e é referência para o Sistema Único de Saúde (SUS). São realizados na unidade mais de 25 mil atendimentos por mês, 1.288 internações mensais, 630 cirurgias e 55 mil exames médicos mensais. Entre os serviços prejudicados estão o atraso no pagamento dos serviços de lavanderia, laboratório, e outros.”

É revoltante o que estes caras fizeram com o país.

Nós, povo, também somos culpados. O povo brasileiro sempre foi muito religioso, deixando muitas vezes de estudar e pesquisar para se dedicar a igreja. E a igreja, em todos esses anos, nunca se preocupou em dar ensinamentos de cidadania e politização, sendo que são duas bases principais para o ensinamento espiritual. E, devido a isso, o ensinamento da igreja fracassou porque se preocuparam mais com o cerimonial, a adoração e a arrecadação do dízimo. Transformaram o povo em alienados, pessoas inertes que estão esperando um milagre até hoje.

A Lava Jato tem que chegar também na igreja. Tem muitos padres, pastores e, até pais que foram e continuam omissos e coniventes com a corrupção. A igreja recebe benefícios fiscais do governo. Por terem falhados em seus serviços deveriam devolver o dinheiro.

O que vemos muito nas igrejas é lavagem cerebral. Que Deus vai castigar, que é preciso dar dinheiro pra ter a benção e o perdão.

A igreja precisa se reformular. Não tem como dar ensinamentos para vários tipos de pessoas ao mesmo tempo. É necessário dividir em dois grupos. Colocar numa sala os analfabetos, e na outra os instruídos. Cada padre ou pastor, macumbeiro, mentor, guru, precisam saber pra que tipos de pessoas estão ensinando, porque muitas não têm condições psicológicas. Elas distorcem os ensinamentos e ficam mais malucas e ignorantes.

Ficam falando que Deus vai acabar o mundo. Que Deus está castigando o povo. Quem está castigando o povo é a nossa burrice. E depois não adianta chorar reclamando – “não tem emprego pro meu filho”, “o meu filho foi preso”, “olha como está o hospital”, “mataram o meu filho”. Vejam só, tem cabimento o que acontece nesse país? Enquanto muitos hospitais estão fechando, as igrejas cada vez mais estão ficando ricas.

VEJAM

www.escolasensitivista.blogspot.com 

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Sobre lepalemao

Eu sou o maior filósofo do séc. XXI, desculpa a modéstia, estou implantando a Escola do Sensitivismo. A Filosofia é a Ciência/Arte/Dom que explica a natureza humana. Ela precede a religião; onde tudo começou. E, no entanto, dão mais valor a religião do que a própria Filosofia. O Sensitivismo é a orientação que revela o Dom de Sentir, no qual, nós todos possuímos. Somos como baterias ou pilhas, recebemos energias e transmitimos. Se, recebermos energias boas, transmitiremos energias boas. Daí o cuidado de se preocupar com o Espírito, que são nossos valores em que acreditamos. Quando vem uma energia ruim, que abala nosso espírito (valores), ocorre a perturbação psicológica. A paz só se consegue com o respeito mútuo. Respeite para ser respeitado. O que os sentidos (visão, olfato, audição, paladar, tato, sensação) captam, o coração sente. Aí está a essência do ser humano. Vigiai-vos.
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