Cacrolândia

Famílias buscam na Cracolândia parentes que se perderam nas drogas

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/06/na-cracolandia-familias-buscam-por-parentes-que-se-perderam-nas-drogas.html

Quatrocentas e vinte e sete pessoas concordaram com internações voluntárias para o tratamento contra o vício de crack, em São Paulo, desde 21 de maio. Eram moradores da Cracolândia, onde muitos ainda permanecem. Alguns são procurados pelas famílias.

É o caso da empregada doméstica Eronilda Correia da Silva, que foi pega pela chuva desprevenida. Mas ela protege a única esperança de encontrar o irmão na Cracolândia e carrega a última foto de Narciso.

“A gente está atrás dele desesperado, minha mãe, minha família toda, os amigos, o filho dele, só não têm coragem de vir atrás, só eu encarei. E muitas pessoas me falaram que viram ele aqui na região”, diz ela.

Dependentes vagam pelo centro
Depois de duas ações da polícia e da prefeitura, os dependentes se concentram numa praça no Centro de São Paulo ou vagam pelas ruas da região.

A prefeitura montou uma estrutura de contêineres para atender os dependentes de crack, onde eles podem passar a noite, fazer refeições, mas também podem sair a hora que quiserem e voltar a consumir crack. A intenção é que nessas idas e vindas, o pessoal da prefeitura consiga convencê-los a aceitar o tratamento.

Voluntários de uma igreja oferecem um corte de cabelo, um prato de comida. E um pouco mais. Uma frase que há muito eles não ouvem. “Eu entendo que eles devem ser tratados com amor, com respeito, com paciência, muitas vezes um abraço fala mais do que palavras. Então procuro sempre estar abraçando eles para eles verem que são amados. Não por mim, mas principalmente por Deus”, diz o missionário Thiago Ideal Nogueira.

Dependentes nem sempre aceitam ajuda
O número dos que aceitam o tratamento vem crescendo, apesar da dificuldade de vencer o crack. De acordo com a Prefeitura, desde o dia 21 de maio já foram feitas 25.235 abordagens na região da Luz. Deste total, houve 10.786 encaminhamentos para acolhimento nos equipamentos da rede assistencial, 7.719 atendimentos na Unidade Emergencial de Atendimento, e 6.730 recusas de atendimento. Apenas no último domingo (18), foram feitas 1.293 abordagens na Luz, com 472 acolhimentos e 62 recusas.

Nem sempre é fácil convencer essas pessoas. “Porque a dependência química do crack é mais forte. Ela aparece em menos tempo, ela aparece de uma forma muito rápida, muito intensa, a síndrome de abstinência é muito intensa, é muito forte e além disso, não consegue que outras áreas que ela possa se beneficiar além do uso da droga”, diz Arthur Guerra, coordenador do projeto da prefeitura.

Quando surge alguém como Eduardo, surge uma esperança. Depois de três anos na Cracolândia, ele procurou ajuda e aceitou ir para uma clínica. “Muito obrigado, viu? Tudo de bom pra vocês aí e se Deus quiser, vou me reintregar e voltar de novo à sociedade. E reencontrar a família, se Deus quiser”.

 

Éd  Alemão

É muito impressionante esta multidão de viciados. Tem muito a ver com o desemprego. Mas é importante observarmos que estrangeiros chegam no Brasil, mesmo sem recursos, conseguem ter um mínimo de qualidade de vida. Eu penso que por mais adversa que esteja a situação o que prevalece de fato é o caráter educacional. Mas não só da escola, também da família, da igreja que deveria ter tido um grande papel de escola e não simplesmente de ministério de Deus. Eu vejo esta multidão, para mim parece um monte de zumbis. De fato vivos mortos, mas que ainda não morreram. Não tem esperança, não tem saúde, não tem mentalidade. Um monte de cabeças ocas que se entregaram ao ócio e a vagabundagem sem precedentes por talvez pensarem que é o fim do mundo e que não querem se aborrecerem com nada. Sem disposição e ânimo. Uma multidão que engoliram a pílula da morte, na qual se resume numa criação educacional que veio do período militar de muita repressão, tanto em casa na família, como na escola e até no trabalho. Uma época que a submissão e a fraqueza era ponto primordial para se ter convivência social impregnada no respeito imposto pelos elementos do poder (pais, polícia, igreja, governo).

Vejo esta multidão atônito e penso, como poderiam ser fortes? Cada um com uma enxada, serrote ou martelo na mão. Que força de trabalho não seria? Homens que poderiam ser soldados, médicos, advogados. Mulheres enfermeiras, professoras, psicólogas. Pessoas que poderiam ser líderes ao qual o país é tão carente por terem fabricado/criado uma população alienada e submissa. Vejo mães chorando por seus filhos drogados e perdidos. Será que estas mesmas mães não perderam tanto tempo em igrejas ao invés de ficarem ao lado destes mesmos filhos dando amor e carinho, ensinando e preparando para a vida, ao invés de um milagre divino? Fica aí esta pergunta. Mães que choram e não conseguem entender que também foram culpadas.

Na minha opinião, a maior graça de Deus é a gente ver o sorriso dos nossos filhos em casa, ter um verdadeiro lar com um ambiente aconchegador. Mas pra muitos a questão de dar dinheiro pra igreja e ficar no pé do santo rogando súplicas ou agradecendo algum bem material conquistado é a verdadeira benção.

E o Brasil está prestes a passar por uma provação muito grande. Está chegando da Europa treze navios com 1 milhão e 800 mil muçulmanos para viverem aqui. Os espíritos religiosos mais fanáticos precisam se controlarem. Porque estas pessoas merecem respeito. Estão sofrendo muito. São refugiados. Porém eles tem a sua religião e cultura. É um outro Deus, uma outra Bíblia, e regime de casamento (poligamia). E não adianta dizer que eles estão errados. Vão arrumar brigas.

 

VEJAM

www.escolasensitivista.blogspot.com

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Sobre lepalemao

Eu sou o maior filósofo do séc. XXI, desculpa a modéstia, estou implantando a Escola do Sensitivismo. A Filosofia é a Ciência/Arte/Dom que explica a natureza humana. Ela precede a religião; onde tudo começou. E, no entanto, dão mais valor a religião do que a própria Filosofia. O Sensitivismo é a orientação que revela o Dom de Sentir, no qual, nós todos possuímos. Somos como baterias ou pilhas, recebemos energias e transmitimos. Se, recebermos energias boas, transmitiremos energias boas. Daí o cuidado de se preocupar com o Espírito, que são nossos valores em que acreditamos. Quando vem uma energia ruim, que abala nosso espírito (valores), ocorre a perturbação psicológica. A paz só se consegue com o respeito mútuo. Respeite para ser respeitado. O que os sentidos (visão, olfato, audição, paladar, tato, sensação) captam, o coração sente. Aí está a essência do ser humano. Vigiai-vos.
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