Pelas barbas do Profeta

Vitória do PSDB: momento cíclico duradouro?

Nilton Pires – advogado, professor (direito ambiental e legislação), MBA (trade, negociador comercial internacional), especialista (direito ambiental e saúde pública), Mestre e Doutor em Direito ambiental Internacional. E-mail: pires-nilton@bol.com.br

Quem observa a natureza perceberá que em quase tudo vivemos de situações cíclicas. São as quatro estações do ano, os movimentos da terra de rotação e translação. A política segue na mesma rota com seus movimentos cíclicos, até porque está contida no conjunto da sociologia que estuda o ser humano em sociedade. Esta é viva em seus movimentos temporais.

Os partidos políticos são reflexos dessas mudanças. O PT atualmente vive essa crise existencial. O PSDB, por ter políticos experientes, com vivência em derrotas e vitórias espetaculares, aprendeu que não existe espaço vazio em política. Depende dele ter seu ciclo duradouro. Indico ao final alguns elementos importantes a serem observados.

No PMDB, depois, em 1988, na fundação do PSDB, na companhia e aprendizado de grandes políticos da região, como Mário Covas, Rubens Lara, Edmur Mesquita, Raul Christiano, Koyu Iha, viajei pelas diretas já em prol do Brasil, Santos e Cubatão. Participei de vários Congressos sócio-ambientais no Brasil e no exterior: ECO-RIO-92, RIO+ 20, COP-21 em Paris, etc. Assisti e dei boas palestras. São 35 anos de boa lição à necessária e proveitosa experiência política.

Não posso ficar alheio às transformações históricas na região e no Brasil. Devo opinar como cidadão. Os prefeitos devem dar apoio às boas propostas de seus cidadãos sem qualquer vaidade, devendo divulgar através do CONDESB. Levei pessoalmente na ONU, NY/EUA, em abril de 2.014, uma proposta de fazer somar no PIB de cada país todo o seu patrimônio ambiental. O Brasil ficaria em segundo lugar como economia mundial. Melhoraria o clima com a preservação ecológica.

Dei proposta em Cubatão, em 2001, em montar sua Agenda-21, envolvendo a UNISANTOS, também a montagem de câmeras de monitoramento e do georeferenciamento por satélite visando à atualização de cobrança de IPTU. Enviei proposta de minuta de projeto de lei, em junho de 2.009, de oito leis ambientais em Cubatão.

Dei proposta de museu da história e de banco de dados público para registro de grandes nomes, eventos bons ou ruins, estatísticas, etc. Na política nada é absoluto, tudo é circunstancial. Já dizia o grande jurista e filósofo Espanhol Ortega Y Gasset: “sou eu e a minha circunstância”. A lida política é cíclica e circunstancial. Cada prefeito tucano é um organismo vivo do sistema político-celular PSDB.

Por final, entendo que cada grupo político, representado em partido, terá sua chance em algum momento da história para fazer o melhor de construção positiva em sua geografia de interesse. O PMDB falhou, faliu e se recuperou. O PT falhou, está em processo de falência pelos caminhos oblíquos de seus líderes e dependerá de sua renovação com honestidade de ideais.

Entendo que, pelas lições e boas cabeças pensantes existentes no PSDB, ele não falhará. Os novos prefeitos eleitos devem ouvir com humildade todos os segmentos vivos da sociedade, gostar de gente e ter na administração recursos humanos animados pela inovação, aceitar debates democráticos para, através das críticas justas, aprumar a direção. Nunca ser teimoso, flexibilizar se preciso, cobrar metas e qualidade.

Estes são alguns dos elementos essenciais ao sucesso do executivo. Cada partido político que tem a sua chance no processo cíclico de quatro anos da vida de administração pública deve saber aproveitar bem a oportunidade e terá sucesso. O povo agradece!

 

COMENTÁRIO

Éd Alemão

A queda do PT se deu graças a lava-jato. Eu acho que ela deveria ter existido desde a época de Cabral. Quando o PMDB se aliou ao PT e muitos saíram fora no início do governo Lula, tanto do PMDB com a formação do PSDB e também do próprio PT da ala radical (Heloísa Helena, Marina Silva), já deslumbrava algo estranho. A transformação do Congresso Nacional em balcão de negócios levou o país à ruína. Pagar pra deputado ou vereador pra assinar projeto é uma triste realidade. No campo de idéias e projetos ficou muito a desejar. O governo do PT que tanto criticou a ditadura militar de certa forma foi ditatorial. Seus projetos não foram debatidos de forma ampla pela sociedade, e principalmente nos meios acadêmicos onde está o futuro da nação. Seus membros se fascinaram pelo dinheiro fácil e muitos estão sendo processados e até pegando cadeia. Houve muito assistencialismo para classe pobre enquanto se poderia promover a cultura educacional e geração de renda e emprego. O Brasil começa um novo rumo, e não vai ser difícil o Geraldo Alckmin ser o nosso próximo presidente. O político além de ter dinheiro precisa ter estudo superior e gostar de ler. Está inserido na política global para atrair investimentos e não ficar emprestando dinheiro para outras nações que provavelmente vão nos dar calote. E, o país não tem a mínima condição de ajudar outros povos. O Brasil tem muita gente necessitada, passando fome mesmo, e morando precariamente.

 

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PROJETO CUÍCA

PROJETO CUÍCA (Cultura, Inovação e Cidadania Ativa)

Projeto desenvolvido por profissionais voluntários de Santos. O objetivo é oferecer um trabalho de mentores para jovens em situação de vulnerabilidade social. A idéia é formar jovens entre 15 e 30 anos para lidarem com as situações cotidianas a partir de uma perspectiva humanística – http://projetocuica.com.br/vemtocaracuica/

O projeto nasceu em 2015, em co-autoria com a Humanity Treinamentos. A metodologia foi pensada para oferecer ferramentas de saber, agir, reagir e criar valor, por meio de disciplinas como programação neurolinguística (PNL), coaching, oratória, dança, esporte, ioga, empreendedorismo e gestão de projetos.

As aulas começaram há 15 dias em uma sala do Yara Center, na Vila Mathias, sempre as sábados. Ao todo, a turma tem 25 alunos da região. Para estar lá, eles passaram por uma seleção que considerou seu perfil de vulnerabilidade social.

Segundo o idealizador da iniciativa, o especialista em gestão educacional Rodrigo Hernandes, o Cuíca deve ser encarado como um complemento à educação formal das escolas tradicionais. “O objetivo não é apenas desenvolver milionários. Queremos que esses jovens compreendam a potência transformadora que têm”.

As aulas têm o objetivo de orientar os jovens na construção de um projeto de vida. Segundo o coordenador geral do projeto em Santos, Alessandro Zuffo, “eles são levados a pensar no que acontece com a vida deles, por meio de um processo de mentoria. Estimulamos a formação humana para lidar com a vida, desenvolvendo a capacidade deles de sonhar”.

Levando a sério a proposta de completar a construção do conhecimento iniciada na escola tradicional, o Cuíca aposta na diversidade para gerar experiências formadoras efetivas. “A diversidade ensina muito. Por isso, abrimos a possibilidade de colocar jovens de 15 anos com jovens de 30. Um tem muito a ensinar ao outro. No futuro, pensamos em experiências que envolvam o idoso também”, pontua Hernandes.

Na prática é assim: se os perfis são muito variados, o contato e a diversidade geram a troca de conhecimentos e a formação de valores. “Eles têm em comum a fragilidade e a necessidade de aprender. A nossa proposta é trabalhar questões sócioemocionais para empoderá-los”, resume outra coordenadora do Cuíca, a analista de marketing Mayra Leite.

 

COMO FUNCIONA

O Cuíca é formado por um conselho efetivo com 11 pessoas (os semeadores) que encontram empresários e profissionais do setor público que dão suporte à iniciativa. Na ponta das decisões, quatro diretores pensam a gestão do projeto e no conteúdo trabalhado em sala de aula com os jovens.

Neste momento, o projeto é encarado como um grande laboratório. O objetivo é transformar as 25 vagas oferecidas neste primeiro módulo do Cuíca em 200. “O intuito é replicar essa tecnologia em novas unidades”, diz Rodrigo Hernandes, que sonha em levar o modelo para outros estados.

A primeira turma do Cuíca deve se “formar” ao término de um semestre de aulas e estudos – no fim deste ano. Os alunos não acabarão o aprendizado por ali. “Ao fim deste período, podemos avaliar a necessidade de criar novos módulos e dar continuidade à idéia”, reforça Zuffo.

 

Está se formando um novo olhar

Em apenas duas semanas de curso, é possível ver os primeiros reflexos das discussões nos alunos. Essa é a opinião de uma das coordenadoras da iniciativa, a analista de marketing Mayra Leite.

“A primeira carência que a gente percebia já estava no olhar. Eles chegam cheios de crenças e já estão ganhando a oportunidade de desenvolver um novo olhar”, argumenta.

E se essa chance vem para trabalhar uma nova perspectiva, os jovens estão abertos para essa novidade. “Estou desempregada e, às vezes, me sinto perdida por não encontrar emprego na área. Estou encarando isso como a possibilidade de descobrir quem sou para sonhar onde chegar”, argumenta a bacharel em Turismo Ana Paula Alves, de 30 anos.

Morador do São Manoel, em Santos, Isaías Alves, de 17 anos, sonha em ajudar a mãe e os quatro irmãos. Ele faz curso profissionalizante em Logística e acha que a experiência no Cuíca pode ajudá-lo a transformar a realidade de sua família.

“Procurei o curso porque ele enfatiza essa questão do auto-conhecimento. Já estou na busca da minha profissão, mas acho que, depois de descobrir quem sou, eu terei mais condições de focar nos meus objetivos”, avalia o jovem santista.

O estudante Leonardo Pasquarelli, de 15 anos, envolveu-se no projeto depois de a avó integrar outro projeto social, na Zona Noroeste de Santos. “Tenho o sonho de ser jogador de futebol. Acho que esta experiência aqui pode colocar minhas idéias no lugar. Sei que é muito difícil, mas não quero desistir dos meus objetivos”, argumenta o garoto, que mora no Itararé, em São Vicente.

 

Matéria de Gustavo T. de Miranda – A Tribuna

e-mail – premiocomunidade@atribuna.com.br

Obs: Uma iniciativa de A Tribuna em parceria com a Ultracargo que divulga ações sociais da região. Se você participa de algum projeto que faz a diferença na sua comunidade, acesse o site e faça sua inscrição – www.atribuna.com.br/comunidadeemacao – face premiocomunidade (13)2102-7030

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MOMENTO BRASIL

Boqnews – Humberto Lafullo Challoub

Mesmo que a presidente não apareça como beneficiária de qualquer esquema de corrupção até o momento, basta lembrar a velha máxima: “a mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”, ou seja, na política, os governantes, além de serem honestos, precisam agir como tal. E neste quesito, infelizmente, Dilma não tem muito como se defender em razão dos escândalos envolvendo pessoas de sua confiança e que estavam em seu entorno.

Diante desta realidade, a dúvida paira sobre o futuro governo Michel Temer, que deixará de ser chamado como interino, tendo à frente mais de dois anos de mandato. Fragilizado pelos escândalos envolvendo nomes de seu ministério, Temer sabe que não tem o aval popular. Durante seis anos, foi vice de um governo que hoje tem repulsa, mas não pode esconder seu passado. Será difícil.

Não bastasse, titubeia em momentos cruciais e faz de tudo para garantir a governabilidade, mesmo sabendo que os fantasmas do Petrolão poderão assombrar-lhe mais cedo ou mais tarde. Sem contar o assombro do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, uma bomba-relógio à espera de entrar em combustão.

A fragilidade e o toma-lá-dá-cá pode ser vista na autorização dos aumentos salariais ao funcionalismo e também ao Judiciário, enquanto o cidadão comum sofre com o desemprego, a alta da inflação e uma economia estagnada. Por sua vez, a equipe econômica, ainda prestigiada, já começa a sofrer sérias críticas, pois a lição de casa do governo está longe de ser feita. Pelo jeito, para Temer, alguns brasileiros são melhores que outros.

Não bastasse, apesar das negativas, trabalha com a real possibilidade de ser candidato em 2018. Fato aventado pelo atual presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. A notícia, aliás, já alvoroçou o ninho tucano, repleto de aves exóticas que não se bicam, mas desejam voltar ao poder.

Mesmo diante da fragilidade e da falta de apoio popular, somado à uma Câmara e Senado, ambos com perfis conservadores, Temer vai propor mudanças que mexerão com todos, como a reforma previdenciária e tributária. Resta saber quem serão os reais beneficiários: os grupos do poder ou a população. Alguém arrisca um palpite?

Vejam – www.escolasensitivista.blogspot.com

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A saída é aumentar Impostos?

Marcos Cintra – Doutor em economia pela Universidade Harvard – EUA e professor titular de economia na FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Recentemente, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles anunciou os membros do segundo escalão e enfatizou que o país precisa cortar gastos. Certamente, serão apontadas várias áreas nas quais é possível reduzir despesas. Mas, algo que precisa ser discutido é a instituição de novo modelo orçamentário que permita racionalizar a despesa pública no Brasil. Um ponto que precisa ser discutido no governo Michel Temer refere-se à adoção do orçamento base zero no lugar do modelo incremental que vigora no Brasil. Trata-se de uma inovação, que tornaria a gestão das contas públicas mais flexível e proporcionaria maior eficiência na aplicação do dinheiro público.

O modelo orçamentário que vigora no Brasil dificulta cortes de gastos e a realocação de dotações. Tornou-se um fator de pressão sobre a carga tributária, já que sempre que um novo programa é criado ou um ajuste financeiro se impõe a saída é aumentar impostos. Se as contas públicas no Brasil fossem avaliadas de modo criterioso, a conclusão seria que há diversos gastos injustificáveis. Muitos programas se mantêm ano após ano sem que ninguém os questione em termos de sua eficiência e eficácia. Se fossem avaliados a fundo, segundo critérios de análise social de projetos, muitos deles com certeza seriam imediatamente descontinuados.

A manutenção inercial de gastos é um aspecto relacionado ao modelo orçamentário praticado no país, que se baseia no orçamento incremental. Cria-se uma despesa e depois ela se perpetua sem que haja avaliação periódica em termos de seu retorno social. E vão se adicionando novos programas sem que os que estão vigentes sejam analisados em termos de seus custos e benefícios. Daí a necessidade de se avaliar a adoção do chamado orçamento base zero. Trata-se de uma técnica orçamentária na qual, anualmente, ao se preparar a proposta de orçamento para o ano seguinte, os programas em andamento seriam avaliados no tocante à sua eficiência e eficácia. Programa que não atendesse essa exigência básica seria extinto.

A adoção do orçamento base zero tornaria rotineira a saudável prática de avaliar e identificar programas ou atividades que poderiam ser extintos ou redimensionados, e suas dotações canalizadas, total ou parcialmente, para promover o equilíbrio fiscal, custear outras despesas ou reduzir a dívida pública.

Será que alguém analisa de modo criterioso, por exemplo, os programas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), cujo orçamento para 2016 supera R$ 75 bilhões, para averiguar se são eficazes? E os benefícios fiscais de R$ 35 bilhões concedidos para as empresas localizadas em áreas classificadas como de desenvolvimento regional, são justificáveis a luz de parâmetros técnicos que possam definir se devem ser mantidos? Recursos demandados em áreas como a da saúde pública não poderiam ser obtidos com a revisão desses programas?

O orçamento base zero imporia a racionalidade que falta na gestão das contas públicas no Brasil. Sua adoção seria um importante complemento à Lei de Responsabilidade Fiscal. Trata-se de uma reforma estrutural necessária em um país cuja administração financeira vem sendo negligenciada nos últimos anos.

 

Éd Alemão

O Congresso Nacional aprovou, na madrugada de quarta-feira, 25, a revisão do cálculo do déficit nas contas do governo federal em 2016, que passa para R$ 170,5 bilhões. Trata-se do maior rombo orçamentário da história do Brasil. A sessão do Congresso teve a duração de pouco mais de dezesseis horas. A meta fiscal aprovada pelo Congresso Nacional é praticamente o dobro dos R$ 96,7 bilhões previstos em março pela presidente afastada Dilma Rousseff.

A política aplicada desde os velhos tempos, incrementada por FHC e seguida fielmente por Lula, levou o país a ter sua hoje chamada Dívida Pública elevada para mais de R$ 2 trilhões. Mantém um superávit primário que permite ao país entregar para os credores em média R$ 240 bilhões anuais (juros da dívida que no qual quanto mais se paga mais se deve). O que se poderia fazer com todo esse dinheiro em termos de saúde, educação, habitação, geração de renda, estradas e portos?

A política de mercado externo deixa a própria economia nacional fragilizada, uma vez que não há restrições à importação, enquanto que as exportações são comandadas segundo os interesses das empresas estrangeiras aqui instaladas, ou ao jogo do mercado internacional comandado pelos EUA e pelo Mercado Comum Europeu, todos eles agindo como sanguessugas das economias em desenvolvimento.

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Os porões da contravenção

O resgate da verdade histórica não é simples. Que digam os arqueólogos. No entanto, nesse complexo mundo novo, os fatos se repetem, em ciclos de corrupção com nomes, lugares ou contextos diferentes. Quase sempre são os mesmos personagens (estereótipos) e a mesma dinâmica. Por isso o regaste do passado – a verdade histórica – ajuda construir um futuro melhor.

“Os porões da contravenção. Jogo do bicho e a ditadura militar: a história que profissionalizou o crime organizado”, de Chico Otavio e Aloy Jupiara, é um trabalho de arqueologia jornalística. Muito bem documentado, comprova um dos perigos de uma ditadura. Traça as conecções entre a ditadura militar (1964-1985) e o jogo do bicho, inventado em 1892, passando pelas escolas de samba. Com muitos crimes, extorsões, cambalachos, turbinados em parte nos nefastos porões da ditadura, de onde saíram os torturadores  que ajudaram a construir um dos impérios  mais lucrativos do Rio.

Esse livro é um trabalho de fôlego, de fácil leitura, com tantos personagens, indo e vindo, que deixaria Dostoiévski com inveja.

Como relata Chico Otavio, em recente artigo publicado no site do Sidney Rezende, o SRZD: “parte da trajetória dos bicheiros … para se legitimar junto ao poder público através do carnaval, posando de mecenas, protetores dos sambistas… há mais de três décadas. Essa idéia é errada porque a contravenção é movida por interesses de negócios. O desembarque da contravenção nas quadras das escolas não foi um movimento para afirmação e independência dos sambistas, mas uma estratégia de gente para conquista de novos espaços de poder e domínio de territórios de jogo”.

Esse livro histórico é futurístico.

Vejamos

Descreve um jogo intrincado de cobras, avestruzes, águias, coelhos e muitos outros. Abusando da metáfora os personagens são: veneno, cegueira seletiva, precisão no ataque, capacidade de procriar e tantas outras características. De fazer inveja a um roteiro de cinema!

Bicheiros, no samba, fizeram escola, literal e metaforicamente. Venerados e cortejados, ressurgem apoteoticamente durante o reinado de Momo. A mais famosa festa popular, pela beleza, mas também pelo interesse comercial de diversos setores legalizados, convive no ritmo e na harmonia de uma “bateria” criada nos porões da ditadura, como isso fosse apenas um detalhe.

Quem é legalizado não pode achar “legal” ter negócios com ilegais.

O futuro pode ser o passado com nova roupagem, por isso a leitura desse ótimo livro será útil não apenas para interessados em política, sociologia e história, mas a todos preocupados com a sobrevida da democracia e combate a corrupção.

Do outro lado do mundo, na antiga União Soviética, fato semelhante ocorreu com ex-agentes da KGB.

Qualquer regime autoritário ou poder hegemônico, pelo dinheiro ou pelas armas, não contribui para a melhoria social, atravessa o samba, vai dar zebra, e o povo é que sempre paga o pato!

http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2016/01/os-poroes-da-contravencao-passado-ou-futuro.html

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Parabéns molecada

Neymar

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O maior medo de todos é a Paz

Siomara Ponga

O maior medo (vou repetir “ad nauseam”) de todos é a Paz. O que será da indústria da guerra? Não vai haver nenhuma guerra nuclear, porque terminariam para sempre essas compras, vendas e revendas de armamento.

Os semitas, que são irmãos de sangue, adoram brincar de brigar. Os EEUU são os cowboys do faroeste, os ingleses ironizam todos e quando se predispõem a ir à guerra saem vencedores, os franceses não têm opinião formada. Os povos do Leste Europeu tiveram tantas vezes seus territórios ocupados que partiram tudo em pedaços, eles mesmos, cada um com nome novo.

A África ainda luta de facão e rifles velhos. A Rússia é agora capitalista e já têm milionários. China continua fazendo cada vez mais “negócios da china”. Indianos passam fome para que as vacas comam. Taiwan vai bem e odeia a China, assim como o Tibet, que não odeia nada por causa do Dalai Lama, mas quer se livrar dela. O Japão está muito ocupado reconstruindo suas ilhas (mais rapidamente do que as obras para a Copa e as Olimpíadas no Brasil) depois do tsunami.

Os pólos continuam gelados e cheios de focas, morsas e baleias. Austrália é feliz, dizem até que o povo parece com os brasileiros em graça e humor. As Canárias esperam outra ilha nascer em breve, o que significa outro vulcão em erupção marinha, esperamos que esse tsunami não devaste tanto quanto o do ano passado.

Canadá, neutro, assim como Suécia, Noruega , Finlândia e Dinamarca. Bélgica e Luxemburgo assistem jogos pela TV. Viena e Áustria valsam. A Alemanha produz. Aliás, Von Krupp era o dono do aço e ficou trilionário com o quê????  Armas, claro.

A América do Sul aguarda ansiosa todos seus dias de feriados e santos de guarda para sambar e tomar chopp nos calçadões, e os do interior para seus festejos com missas, bailes e procissões.

Que guerra nuclear, que nada. Só se partir do Timor Leste quando eles tiverem também um míssil com ogiva nuclear… Podem apostar.

 

 

Francisco Bendl

Prezada Siomara Ponga, também concordo com a impossibilidade de uma guerra atômica, tipo Israel jogar um artefato desses no Irã. O povo judeu, ao longo de sua história, colabora com o desenvolvimento do mundo. Tornam-se incontáveis as personalidades famosas e importantes deste povo que contribuíram para a Ciência, Medicina, Física, Literatura, afora ter sido o berço do Monoteísmo que tem o maior número de seguidores no planeta (Judaísmo, Cristianismo, Islamismo).

Portanto, jamais se prestariam a esta forma de extermínio ou teriam contra si a opinião mundial a criticá-los severa e impiedosamente. Porém, a fonte inesgotável no consumo de armas está nas revoluções, nas guerrilhas, nas questões étnicas, territoriais, religiosas, políticas, que não terminam.

Observa a quantidade de conflitos que tivemos e ainda temos, lógico, após a Segunda Guerra Mundial, que deveria ter servido de exemplo para que as soluções deixassem de vir através das armas! Ledo engano. Os mais de SETENTA MILHÕES DE MORTOS na maior guerra da história da humanidade foram em vão, pois não tivemos um ano sequer que não há registro de algum conflito armado neste mundo de Deus e, em conseqüência, a constante produção de armas e munições.

Eu não saberia dizer se a pergunta que eu deixaria em aberto seria ingenuidade, curiosa, instigante ou emblemática, mas a minha indagação seria esta: Se a palavra de ordem dos líderes de todas as nações se refere à PAZ, por que não há um acordo internacional para que essas indústrias da morte parem de funcionar?

Tratados de Não-Proliferação de Armas Atômicas são balelas. Os governos sabem que não haveria vitoriosos, somente perdedores, tendo em vista que desapareceriam as civilizações, possivelmente a extinção da raça humana. Assim, as aquisições de armas portáteis, mísseis, carros de combate, tanques, aviões de caça, bombardeiros, helicópteros, continuarão em alta.

Somados a essa produção frenética, cara Siomara, não podemos esquecer a indústria que também se beneficia altamente dessas guerras: a farmacêutica! Já imaginaste a venda de antibióticos, soro, gaze, esparadrapos, materiais cirúrgicos, anestésicos, camas hospitalares, próteses, enfim, a necessidade de medicamentos que se precisa numa guerra?

E continuo: além das armas e remédios, temos também a automobilística, com seus jipes, caminhões, camionetes… Sigo adiante: uniformes, casacos, coturnos, botas, sapatos, capas, cintos de guarnição, coldres, cantis, lençóis, fronhas, travesseiros… Vou mais além: a comida industrializada, as rações frias, quentes, os enlatados, chocolates, chicletes, bebidas, água em garrafas…

Acredito que eu mesmo já tenha respondido à pergunta que eu fizera acima: Há MUITO interesse em jogo! A questão básica e primordial é que somos nós, os povos das nações deste mundo, as buchas dos canhões desses genocidas travestidos de governantes.

 

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